Black tie.

hoje minha alma está de gala. mexer nesse blog é mexer fundo na minha alma. é dar passagem para o novo que estava guardado há muito. achei o black (é beautiful). Penso nas vernisagens, na vida e fico tecendo comentários e memórias que me remetem à ricardo camargo, o marchand destas exposições e de ricardo, novamente, à zé duarte de aguiar que mencionei (como pessoa jurídica) no primeiro blog, e que, agora cito como pessoa espiritual -esteja em que céu estiver- e de sua testa brilhante e perfeita, que hoje, passados 21 anos, eu tento imitar ainda sem o mesmo sucesso. lembro dos conselhos de ricardo e de, infelizmente como não os aceitei, na minha vaidade de artista jovem que não consegue ter noção da perspectiva (era este o nome da exposição!) da verdade que tanto procura: da sua vida, de sua obra e de sua história que hoje, finalmente consigo vislumbrar.
lembrei da maria do céu, mulher de ricardo. e fiquei feliz em puder saber (é claro que procurei o ricardo) que, como eu e malouzinha, permanecem juntos e podem dividir conosco memórias de pessoas fatos sonhos comuns e que souberam manter a arte como centralidade da vida. não sei se esta experiência pode servir para algum jovem artista de hoje. provavelmente não. mas para mim, hoje, reconhecer e lembrar tudo isso me tornou melhor do que quando acordei, pela manhã: minha alma está em black tie. A azeitona do coquetel é que só então lembrei das primeiras pessoas que entraram para ver a exposição na noite da abertura, aqui em são paulo: maria helena chartunni e o professor pietro maria bardi, trazidos por ricardo. às vezes, a gente demora muito para ser feliz. outras vezes, a gente era feliz e não sabia.em tempo. black tie é um pastel sobre papel de 49,5cmx 65 cm.


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